A Puglia, no extremo sudeste da Itália, combina uma viticultura ensolarada com uma cozinha profundamente enraizada na terra e no mar: seus vinhos — especialmente os tintos robustos de Primitivo e Negroamaro, além dos brancos frescos de Fiano e Bombino — expressam alta concentração fenólica graças ao clima quente e ventilado; já a gastronomia destaca a lógica camponesa de “cucina povera”, com protagonismo de massas artesanais como orecchiette, azeites de baixa acidez produzidos a partir de oliveiras milenares, frutos do mar colhidos diariamente e sabores diretos, minerais e salgados que refletem o terroir mediterrâneo da região.
Comentários e atualidades sobre vinhos, gastronomia, dicas, receitas, links.
🍷 Vinho e risco cardiometabólico: entre ciência e cultura
O artigo publicado no European Heart Journal explora a relação entre vinho e saúde cardiovascular, unindo a visão de um cardiologista e de um sommelier.
• Evidência científica: estudos recentes mostram que o consumo de álcool, em qualquer dose, traz riscos — especialmente para adultos jovens. Em pessoas mais velhas, pequenas quantidades podem ter impacto variável, mas a prioridade preventiva continua sendo dieta de qualidade, controle de peso, pressão, glicemia e lipídios.
• Mediterrâneo além do “paradoxo francês”: os benefícios vêm do padrão alimentar mediterrâneo (vegetais, azeite, oleaginosas, peixe e refeições compartilhadas), onde o vinho aparece como acompanhante cultural, moderado e sempre com comida.
• Dose e contexto: diretrizes europeias recomendam até 10–20 g de etanol/dia para mulheres e 20–30 g para homens, com dias sem álcool e evitando totalmente o binge drinking.
• Polifenóis e biologia vascular: o vinho tinto fornece compostos como resveratrol, que podem melhorar a função endotelial e reduzir inflamação, mas os efeitos dependem de genética, estilo de vida e comorbidades.
• Cultura e prazer: o vinho, quando integrado às refeições e consumido com moderação, pode reforçar a convivialidade e o bem-estar emocional — fatores também relevantes para a saúde cardiometabólica.
👉 Conclusão: para quem já bebe e não tem contraindicações, o padrão mais seguro é uma taça por dia, sempre com refeições e nunca em excesso. Para abstêmios, não há motivo para iniciar o consumo visando prevenção cardiovascular.
Referência: European Heart Journal, Volume 47, Issue 17, 1 May 2026
As guerras Iran e Rússia podem afetar o preço dos vinhos?
A notícia por trás de “Wine Bottles Significantly More Expensive Due to Iran War” é um lembrete bem pouco glamouroso — mas muito real — sobre o preço do vinho: não é só uva e vinícola. Em momentos de tensão geopolítica, o que costuma disparar primeiro é a conta de energia e o custo (e risco) de logística. E aí a garrafa — que depende de fornos de alta temperatura, energia constante e uma cadeia industrial super sensível a interrupções — vira vilã silenciosa. Quando o vidro encarece, o impacto aparece rápido no varejo porque a garrafa não é detalhe: ela é parte relevante do custo de muitos rótulos, principalmente nos vinhos de entrada. Some a isso fretes mais caros, seguros maiores para cargas e rotas mais complicadas, e você tem um cenário clássico de “custo invisível” que vai se acumulando até chegar na etiqueta. Em outras palavras: o vinho pode ficar mais caro mesmo sem mudar a qualidade da safra. No Brasil, essa história costuma ganhar um “turbo” extra. A gente sente mais porque boa parte do que bebemos é importado (ou depende de insumos importados) e porque o câmbio amplifica qualquer choque externo. Se o dólar sobe junto com a incerteza, o repasse não vem só do vidro e do frete: vem da conversão para real e, depois, do efeito cascata na cadeia (importador → distribuidor → varejo). Resultado: aumentos que, lá fora, parecem “moderados”, aqui podem virar reajustes bem perceptíveis — e nem sempre imediatos, porque o estoque comprado antes segura o preço por um tempo, até a próxima tabela.
Para quem gosta de beber bem sem pagar a conta da turbulência, a estratégia é simples: fique atento aos rótulos de bom giro e boa relação preço/qualidade e antecipe compras do que você já sabe que consome (principalmente importados engarrafados na origem). Também vale abrir espaço para alternativas com melhor eficiência de custo — vinhos nacionais de boa entregas, rótulos importados com distribuição mais estável e, quando fizer sentido, embalagens mais “racionais” (onde disponíveis). Se a instabilidade persistir, a tendência é o preço subir primeiro nos segmentos de entrada e intermediário; então, o melhor “custo-benefício” pode mudar de lugar — e vale reassistir seu radar de compras nos próximos meses.
(Adapta One IA)
Gran Enemigo Agrelo Cabernet Franc
Safra: 2016
País: Argentina
Região: Mendoza, Agrelo, Luján de Cuyo.
Produtor: El Enemigo
Site: https://enemigowines.com/
Uvas/Corte: Cabernet Franc (85%) e Malbec (15%)
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: U$ 94-109; R$ 419 a 659 (preço
nas importadoras e lojas especializadas de vinhos)
Score: 97 Decanter; 96 RP (2017); 94 Antonio Galloni (2017);
94 DS; 93 WE (2017); 92 WS (2017); 4,6 Vivino.
Premios:
Onde Comprar:
1. EliteVinhos
Degustado: 22/09/2023 Chateau Vieira, com Vieira, Ive, Boris e Tamara.
Sugestão de Harmonização: Carnes vermelhas grelhadas e assadas,
churrasco, cordeiro, pratos com cogumelos, massas com ragu de carne embutidos e
queijos duros
Serviço: 16-18ºCz’
Comentários
" Uma das melhores interpretações de Agrelo que
provamos este ano, o cabernet franc aqui utilizado provém de vinhedos plantados
em meados da década de 1980 ao longo da tradicional Calle Cobos, espinha dorsal
da zona de Agrelo. Os solos ricos em argila produziram um cabernet franc
suculento e amplo, embora com boa acidez para equilibrar, notas herbais e
florais, toques de terra e um final refrescante onde a acidez toma conta” Patrício
Tapia (Descorchados)
“At the end of the journey, we remember only one
battle: the one we fought against ourselves, the original enemy, the one that
defined us” Produtor
Sugestão de Guarda: ± 10 anos.
Meus comentários:
A Bodega Elenemigo foi fundada em 2008, por Alejandro Vigil, enólogo da
Catena Zapata, e Adrianna Catena, a filha mais nova de Nicolás Catena. Coloração
vermelho escuro, aromas de frutos silvestres maduros, notas herbáceas, tostado,
mocha, discreta pimenta preta. Robusto, paladar fresco, equilibrado.
Avaliação: muito bom
Chateau Marjosse rouge
Safra: 2018
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Marjosse
Site:
Uvas/Corte: Merlot (80%), Cabernet
Franc (15%), Cabernet Sauvigon (7%) e Malbec (3%)
Teor
alcoólico:
14,5%
Preço: R$ 235 a 250 (preço nas
importadoras e lojas especializadas de vinhos)
Score: 89 Cellar Tracher; 3,7 Vivino.
Premios:
Onde Comprar:
1. Apreciate
2. VinhoArte
Degustado: 22/09/2023 Chateau Vieira, com Vieira, Ive, Boris e
Tamara.
Sugestão de Harmonização: Carnes
vermelhas grelhadas e assadas, churrasco, cordeiro, pratos com cogumelos,
massas com ragu de carne embutidos e queijos duros
Serviço: 16-18º
Comentários
" Elaborado por ninguém menos que
Pierre Lurton, o responsável por alguns dos maiores ícones de Bordeaux, o
Marjosse Rouge é uma verdadeira jóia do terroir de Entre-deux-Mers. É um vinho
"macio, suculento e maravilhosamente refrescante" nas palavras de
Robert Parker, que classificou a safra 2020 com (91-93) pontos” Adega
Sugestão de Guarda: ± 10 anos.
Meus
comentários:
O Château Marjosse é propriedade
de Pierre Lurton (diretor de enologia do Château Cheval Blanc e do Château
d´Yquem), personalidade importante em Bordeaux. Bom custo benefício.
Coloração rubi brilhante,
notas minerais, frutas vermelhas, leve nota de alcaçuz, Um vinho charmoso, corpo
médio, equilibrado e charmoso. Fácil de degustar.
Esporão Reserva
Safra: 2020
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade do Esporão
Site: https://www.esporao.com/
Uvas/Corte: Alicante
Bouschet, Aragonez, Syrah, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Touriga Franca
Teor alcoólico: 14%
Preço: U$ 43; R$ 236 a 290 (preço nas
importadoras e lojas especializadas de vinhos)
Score: 93 pontos AD;
Robert
Parker:
90
pts | 2017 | 2010 | 2007
91 pts | 2016 | 2009
92
pts | 2011
Wine Enthusiast:
91
pts | 2018 | 2017 | 2016 | 2015
92
pts | 2014 | 2013 | 2010 | 2006
93
pts | 2019 | 2011
Wine Spectator:
90
pts | 2014
Premios:
Onde Comprar:
1. Vinomundi
2. Qualimport
Degustado: 22/09/2023 Chateau Vieira, com Vieira, Ive, Boris e
Tamara.
Sugestão de Harmonização: Carnes Vermelhas, Massas com molho vermelho,
Queijos
Serviço: 16-18ºCz’
Comentários
" O Esporão Reserva foi o primeiro vinho
produzido pelo Esporão, em 1985. Nasceu da nossa vontade de produzir os melhores vinhos no Alentejo.
Ao longo dos anos, foi um vinho que nos levou a inovar, a crescer, a olhar para
a nossa origem, a preocupar-nos com a natureza e a ver mais além. Adoptámos
práticas agrícolas sustentáveis, mais recentemente convertemos todas as nossas
vinhas para agricultura biológica, construímos novas adegas e viajámos para
outros mercados, levando o Alentejo e Portugal para o mundo. A arte acompanha o Esporão Reserva desde o primeiro
momento. Todos os anos convidamos um novo artista a ilustrar os
nossos rótulos e cada obra conta uma história que se completa no seu interior.”
Produtor.
Sugestão de Guarda: ± 10 anos.
Meus comentários:
Sugiro decantar por 30 minutos. Uma assemblage elegante, nas proporções
certas, tornando esse vinho fácil de beber, saboroso e convidativo para mais
uma taça. Coloração rubi intenso, notas de frutas maduras, chocolate, discreta
nuance de pimenta preta. Na boca boa é complexo, boa acidez, boa intensidade e
volume, tudo muito bem equilibrado, taninos finos e domados
Avaliação: muito bom
Crèmant de Loire Diamant
Tipo: Rose
Nível: Espumante
Classe: Brut
País: França/Vale do Loire
Estilo: N.V
Método: Tadicional/champenoise
Graduação alcoólica: 12%
Preço: U$ 30; R$ 159 - 210 (preço
nas importadoras e lojas especializadas de vinhos).
Uvas/Corte: Cabernet Franc
Produtor: Les Caves de la Loire
Região: Vale do Loire
Score: 92 pontos DES; 88 pontos WE;
4,0 pontos Vivino
Onde comprar:
1. Emporiowiniarski
2.
Meuvinho
3.
Vinhosweb
4.
Vinumday
Degustado: 22/09/2023 chateau Vieira, com Vieira, Ive, Boris e
Tamara.
Sugestão de
Harmonização:
Como aperitivo, robalo gratinado, culinária japonesa, paella, fish and chips,
frango cordon bleu, canapés e queijos
Comentários
“Rosé de Loire é um vinho rosé com
denominação de origem controlada (DOC) produzido nas áreas de denominação
Anjou, Saumur e Touraine, ou seja, em grande parte dos vinhedos do Vale do
Loire. Loire rosé é um vinho franco e leve. A sua vivacidade deixa explodir na
boca aromas de frutos vermelhos.” Produtor
Serviço: 6 a 8º C
Sugestão de Guarda: 2025
Meus comentários:
Coloração salmão, perlage fina e intensa,
bouquet delicioso de frutas vermelhas frescas (morango), frutas cítricas, maçã, textura cremosa, acidez suculenta, notas frutadas e minerais; boa persistência. Convidativo para o próximo gole.
Avaliação: Bom
DV Catena Cabernet Malbec
Safra: 2019
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Catena Zapata
Site: http://www.catenawines.com/
Uvas/Corte: 50%
Cabernet Sauvignon; 50% Malbec.
Teor
alcoólico: 14%
Preço: U$ 28 a 47; R$ 139 a 229 (preço
nas importadoras e lojas especializadas de vinhos)
Score: Descorchados 94 pontos; James Suckling 93 pontos
Onde Comprar:
1. Mistral
2. WineTrader
3. Degusti
Degustado: 22/09/2023 (evento Chateau Vieira, com Vieira, Ive, Boris
e Tamara)
Sugestão de Harmonização: Carnes grelhadas, de caça ou pato e
queijos.
Serviço: 16ºC a 18º
Comentários
“O excelente DV Catena Cabernet Malbec é elaborado com o
emblemático corte argentino, combinando a exuberância de fruta da Malbec com a
estrutura e elegância da Cabernet Sauvignon. Produzido para o mercado interno
argentino, este vinho de pequena produção é exportado somente para o Brasil.” Mistral
Sugestão de Guarda: ± 2029
Meus
comentários:
Catena
Zapata é "A Vinícola #1 do Mundo" na World's Best Vineyards 2023. DV
Catena Cabernet Malbec um corte emblemático argentino (este vinho é exportado somente para o Brasil). Coloração rubi,
notas de frutas maduras, especiarias, baunilha e tabaco. Encorpado, elegante,
no palato mostra-se saboroso, boa acidez, que o faz querer mais uma taça.
Avaliação: Muito bom





