"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Mateus 26:41)
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Vinhos do Canada


Você já tinha imaginado que o Canadá pudesse produzir vinhos?
Pois é o Canadá produz vinhos, apesar de invernos rigorosos e a maior parte do ano de clima frio.
As primeiras vinhas viníferas começaram a ser plantas nos meados dos anos 1630, mas apenas recentemente os vinicultores canadenses começaram a produzir vinhos de qualidade.
As maiores regiões produtoras de vinho do Canadá encontram-se em British Columbia que é responsável pela produção de uma parcela considerável dos melhores vinhos do país, e divide- se em quatro regiões: Fraser Valley, Vancouver Island, Similkameen Valley e Okanagan Valley e Ontário que também se divide em quatro principais denominações: Niágara Península, Lake Erie Shore, Pelee Island e Prince Edward.
O Vale Okanagan é considerado pelos canadenses como “Napa do Norte”. Também conhecido pelo esqui no inverno e pelos esportes aquáticos no verão.
VQA  (Vintners Quality Alliance) é um órgão regulatório, cujo objetivo é garantir a origem e a autenticidade dos vinhos canadenses.
Apenas as províncias de Ontário e British Colúmbia, por enquanto, são associadas ao Vintners Quality Alliance, e exibem nos seus vinhos a marca VQA.
O Canada produz vinhos marcantes, de vários estilos com bom custo benefício. As principais uvas utilizadas são Riesling, Chardonnay, Vidal, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewurztraminer, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Gamay. O mais famoso vinho canadense é o Icewine (conhecido como o Vinho de Gelo, pois é produzido com uvas brancas e vermelhas ainda congeladas), é considerado uma espécie de símbolo do país, mais do que isso, ele é o grande responsável por chamar a atenção do mundo para a capacidade do país de produzir vinhos de boa qualidade, sendo o Canada seu maior produtor. Seu paladar único e extremamente doce, além do aroma e sabor inconfundíveis, são produzidos principalmente a partir das uvas Riesling e Vidal (uma variedade que surgiu do cruzamento entre as uvas Ugni Blanc ou Trebbiano e Seibel, também conhecida como Rayon d’Or. Sua pele grossa, a forte resistência às baixas temperaturas e os altos índices de acidez a fazem uma das principais uvas na elaboração dos icewines). 
Possuí aromas florais e frutados, mas quando utilizada nos icewines entrega sabores de caramelo e doce de damasco, no entanto os Icewine tintos produzidos com as uvas Cabernet Sauvignon e Shiraz, ganham cada vez mais espaço, ganhando a preferência, principalmente dos turistas. Ao contrário de outros vinhos de estilos similares como Sauternes e Tokaji, o icewine é produzido apenas com uvas saudáveis, sem serem afetadas por Botrytis.
Existem inúmeras vinícolas no Canada, que você pode conferir no site MyWineCanada.
Farei um breve relato apenas de alguns dos muitos rótulos canadenses. Utilizarei o valor médio em dólar canadense. Vamos aos vinhos.

- Averill Creek Pinot Noir  ($ 31) - Aromas florais e especiarias, frutado com taninos finos e uma boa acidez.  Averill Creek 
- Hatfield’s Fuse (um blend com várias uvas), $ 16 (best seller). Uma grande variedade de sabores, se sobressaindo damasco, e pêssegos, com notas de limão e maçã verde. Blasted Church
- Estate Bottled Beamsville Bench, $ 20, 91 pontos Revista Adega. Aromas de pêssegos e maçãs maduras, notas florais, mel, toque mineral. Frutado, estruturado, equilibrado, ótima acidez e um final longo. Top 100 pela Wine&Spirits, Vinicola do ano 2019.   Cave Spring
- Chateau de Charmes Cabernet Franc, $ 35. Frutado (framboesa), notas de tabaco, café, com taninos médios. Um vinho de guarda ± 10 anos. Chateau des Charmes
- Gray Monk Estate Gewurztraminer, $17. Aroma de lichia, notas florais e especiarias, corpo médio, frutas tropicais (tangerina, melão). Gray Monk
- Trius Riesling, $ 15. Frutas cítricas, saboroso. Trius; AndrewPeller 
- Inniskillin Icewine Vidal, $ 89. Aromas de pêssego, damasco, especiarias e um toque de baunilha tostada são evidentes no nariz, frutado (manga, damasco e laranja) acidez equilibrada. Está no livro 1001 Vinhos para Beber antes de Morrer. Inniskillin
- Jost Coastal L’Acadie Blanc Riesling, $ 16.  Frutas brancas, notas minerais, maçã e pera, acidez refrescante. Jost
- Lailey Chardonnay Unoaked, $ 16. Frutado (melão, cítricos), boa acidez.  Lailey Winery
- Le Grande Clos Pinot Noir, $ 44. Notas minerais, especiarias, corpo médio, frutado, cacau, refrescante. Le Clos Jordanne
- Reed Creek Organic Merlot, $ 50. Frutas negras, café, terra molhada,  taninos macios, especiarias, frutado com bom final. Mission Hill Winery
- Quails’ Gate Chaselas Pinot Blanc-Pinot Gris, $ 18. Aromas floral e frutas brancas, frutado (pera, cítricos), acidez viva e refrescante.  Quails Gate  
- Honest John's Red, $ 20. Aromas frutas negras, baunilha, redondo, rico e macio.  
- Wayne Gretzky Okanagan Pinot Grigio, $ 15. Aromas de pêssego, damasco, banana, corpo médio, cítrico, maçã verde, refrescante. Sand Hill
- Steller’s Jay Mountain Jay Brut , $ 28.  Aroma floral e pêssego, frutado com notas de nozes, cítricos e brioche. Stellers Jay
- Tawse Sketches of Niagara Riesling, $ 22. Mineralidade, frutado (maçã, damasco, pêssego) com final longo. Tawse Winery
- Grande Reserve Pinot Noir, $ 43. Notas florais, de tostado, frutas vermelhas, especiarias, terroso. No paladar, frutado (framboesa), sabor rico, aveludado e generoso. Recomenda-se decantar. Vários prêmios: Silver – 2015 Grande Reserve Pinot Noir – National Wine Awards 2019. Double Gold – 2017 Pinot Noir – All Canadian Wine Championships 2019. Privato.
- Rosehall Run JCR Chardonnay, $ 47. Aromas maçã verde, notas herbáceas. Elegante, frutado (maçã verde, cítricos), notas de nozes e  boa acidez. Vários prêmios nos últimos anos. Medalha de Ouro no NWAC (National Wine Award Canada) 2018. Rosehall Run
- Closson Chase South Clos Chardonnay, $ 33. Notas florais, manteiga e fumaça. Frutado maçã assada, cítrico, com um final prolongado. SILVER, National Wine Awards of Canada. Closson Chase
- Lailey Chardonnay. $ 28. Notas amantegadas, pêssego. Maçã verde, baunilha, especiarias e boa acidez. Lailey Winery
Estes dois últimos vinhos lembram premiers cru da Borgonha, mas com um preço mais acessível; são vinhos que tendem ao sucesso mundial, vamos aguardar.
Fontes:
- Revista Adega   
- Tintos e Tanto
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Amarone della Valpolicella




O Amarone della Valpolicella é produzido na região do Veneto, a partir das castas locais Corvina, Covinone, Rondinella e Molinara. Há cerca de seis anos o consórcio DOCG (denominazione de origine controllata e garantita) da região permite não mais utilizar a antes obrigatória Molinara, que é a plebéia deste memorável vinho. A Corvina é a rainha deste blend.  As uvas destinadas a produção do Amarone, após a colheita, são colocadas em esteiras horizontais que ficam em galpões cobertos, sempre com boa ventilação. As uvas ficam nestas esteiras normalmente até o início de fevereiro e após esta fase de “apassimento natural-ripasso” entram no processo de vinificação. São vinhos potentes, suculentos, frutados, complexos, com um delicado cheiro doce e um toque do amargor da amêndoa, frequentemente com teores alcoólicos superiores a 15%  . Os melhores Amarones do mundo estão disponíveis no Brasil:
Amarone Della Valpolicella Classico Allegrini
Amarone Della Valpolicella Classico Tommasi
Amarone Della Valpolicella Classico Zenato
Amarone Della Valpolicella Classico Tommaso Bussola
Amarone Della Valpolicella Classico Serego Alighieri Vaio Armaron
Amarone Della Valpolicella Classico Bertani
Amarone Della Valpolicella Classico Guerieri-rizzardi Villa Rizzardi
Os vinhos Bussola e Pieropan são importados para o Brasil pela Decanter
Os vinhos Allegrini são importados para o Brasil pela Grand Cru
Os vinhos Zenato são importados para o Brasil pela WorldWine
Os vinhos Quintarelli e Serego Alighieri são importados para o Brasil pela Mistral
Os vinhos Guerieri-Rizzardi são importados para o Brasil pela Vinci Vinhos
Os vinhos Tommasi são importados para o Brasil pela Interfood (Todo Vino)
Os vinhos Bertani são importados para o Brasil pela Casa Flora

Uma boa relação custo benefício, já que esses vinhos não são baratos, para poder se conhecer melhor o Amarone, e tiver oportunidade de comprar, uma dica é o Santi Amarone 2008, conforme indicação de Josh Farrel, ver comentário
“Aqui está um dos grandes Amarone com boa relação custo benefício. Retorna pela demanda popular, Santi Amarone 2008 é proveniente de vinhas de vários terroirs de Valpolicella. Uma mistura de Corvina 65%, Rondinella 30% e Molinara 5%. O processo de passificação aumenta consideravelmente o teor de açúcar natural, que produz um poderoso vinho com inúmeros sabores. O vinho é barricado em barris de carvalho francês e esloveno por até 3 anos. Mostra notas de ameixa secas, tabaco, cravo, canela e geléia de cereja”. Josh Farrel diretor Wine Express   Valor U$ 28 a 54 e 89 pontos (WA); 87 pontos ST (2007). No Brasil não tem importador.




A revista Decanter em 2012 premiou com                               
os seguintes Amarones:
Marion 2007 (19.33pts/20), £60–£65; Giuseppe Mizzon, Classico 2007 (19.17pts/20); Buglioni, Classico 2007 (19pts/20), £35; Cantina Flli Zeni, Vigne Alte, Classico 2007 (19pts/20), £29.50; Gamba, Campedel, Classico 2007 (19pts/20), £35; Giuseppe Lonardi, Classico 2007 (19pts/20), £24–£40; Le Salette, La Marega, Classico 2007 (18.83pts/20), £35; Villa Monteleone, Classico 2007 (18.5pts/20), £38.

Fontes: PPOW - Luiz Gastão Bolonhez
             WineExpress - Josh Farrel
             Decanter Magazzine